A doença no Jornalismo: análise do noticiário de capa da revista Veja (1968-2014)

Autores

  • Luiz Marcelo Robalinho Ferraz Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-858320190.76-98

Palavras-chave:

Doença. Jornalismo. Medicalização. Revista Veja. Saúde.

Resumo

O jornalismo se constitui numa esfera de grande importância na atualidade para compreendermos as noções de saúde e doença. Pensando nisso, tomamos como objeto empírico o semanário de informação Veja, do qual investigamos o noticiário de capa produzido entre os anos de 1968 e 2014 para avaliar a ideia de doença construída pela revista. Num primeiro momento, examinamos quantitativamente a cobertura em relação aos assuntos ligados à saúde e ao noticiário geral. Em seguida, aprofundamos o olhar qualitativo a partir das três moléstias mais noticiadas dos principais grupos: o câncer (crônico-degenerativa), o HIV/AIDS (infectocontagiosa) e a depressão (transtornos mentais). Mesmo sendo doenças de grupos distintos, a cronicidade é a principal característica que as aproxima. Enfatizando a medicalização e o cuidado crônico, a Veja reforça a importância do leitor na autorregulação como forma de controle e/ou prevenção.   

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Biografia do Autor

Luiz Marcelo Robalinho Ferraz, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Doutor pelo Programa de Informação e Comunicação em Saúde (Conceito CAPES 5) da Fundação Oswaldo Cruz (2015), com estágio doutoral no Laboratório de Comunicação e Política da Université Paris XIII (2014), através do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (2010). Graduado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (2000) e Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Pernambuco (2005). Professor substituto da Faculdade da Comunicação da Universidade de Juiz de Fora (Facom/UFJF). Ganhador de três prêmios acadêmicos na área da Comunicação: Adelmo Genro Filho de Pesquisa em Jornalismo de Tese de Doutorado da SBPJor (2016), Freitas Nobre de Doutorado do Intercom (2012) e Compós de Dissertação de Mestrado (2011). Possui experiência em docência no ensino superior da graduação e pós-graduação da Comunicação e da Saúde, bem como atuação na mídia impressa, assessoria de imprensa para órgãos públicos e edição em revista de divulgação científica. Sua principal área de interesse acadêmica é a análise do discurso na comunicação na interface entre a saúde e as teorias do jornalismo, com foco na produção jornalística sobre doenças e a relação mídia e saúde.

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Publicado

2019-04-18

Como Citar

Robalinho Ferraz, L. M. “A doença No Jornalismo: Análise Do noticiário De Capa Da Revista Veja (1968-2014)”. Intexto, abril de 2019, p. 76-98, doi:10.19132/1807-858320190.76-98.

Edição

Seção

Artigos