O pano verde da ilusão: o imaginário e o jogo ilegal

Elza Kioko Nakayama Nenoki Couto, Anderson Nowogrodzki da Silva

Resumo


A linguagem dos depoimentos de jogadores compulsivos é suscetível de explicar a relação simbólica deles com o mundo. A partir dessa perspectiva, examinam-se as imagens míticas que podem ser depreendidas de significantes linguísticos. Por meio de depoimentos de jogadores compulsivos coletados na internet, reflete-se sobre o trajeto antropológico do imaginário do jogador de jogos ilegais e seu mito. Os pressupostos teóricos deste trabalho têm por base a antropologia do imaginário de Gilbert Durand, segundo a qual a relação do sujeito com o objeto pode ser representada por uma imagem. Dessa forma, configura-se uma pesquisa qualitativa, baseada no método hipotético-dedutivo, a fim de interpretar e analisar dados que permitam alcançar um valor de verdade. Jogar com o acaso ou com as probabilidades pode ter o sentido simbólico de negociar com o destino. Poder controlar o próprio destino é possível apenas aos deuses, os seres imortais. Portanto, o espaço do jogo ilegal é um espaço profano em contato com a esfera do sagrado, que possibilita a ilusão de jogar com o destino. Nesse sentido, o jogo pode ser visto como uma experiência mítica.


Palavras-chave


Antropologia do Imaginário. Mito. Regimes. Jogos Ilegais.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583201944.12-27



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