Subsídios para uma gramática da imagem: uma abordagem peirceana

Autores

  • Anabela Gradim Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583201637.47-57

Palavras-chave:

Imagem. Logocentrismo. Semiótica visual.

Resumo

A cultura ocidental é eminentemente logocêntrica, no sentido em que o logos – conceito e discurso racional – desempenhou um papel central no seu desenvolvimento. Com a emergência de um novo paradigma no século XX – centrado no pós-modernismo e na cultura digital – o modelo assente no privilégio logocêntrico começa a ceder, à medida que uma torrente imparável de imagens toma o seu lugar. Este trabalho questiona o tradicional modelo linguístico aplicado à interpretação das imagens, examinando, através da semiótica de Peirce, se estas são susceptíveis de significar autonomamente, e reflete sobre os mecanismos que alimentam tal processo. A partir da inextricável ligação entre a linguagem e a experiência visual,  sugere-se que as figuras da retórica clássica poderiam enquadrar os alicerces de uma semiótica visual, providenciando uma teoria dos mecanismos da interpretação visual capaz de explicar todas as suas idiossincrasias. 

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Publicado

2016-12-21

Como Citar

Gradim, A. “Subsídios Para Uma gramática Da Imagem: Uma Abordagem Peirceana”. Intexto, nº 37, dezembro de 2016, p. 47-57, doi:10.19132/1807-8583201637.47-57.

Edição

Seção

Artigos