A comunicação dos afetos no tango: função, improvisação, sexualidade e ambivalências na linguagem da dança

Paulo Roberto Masella Lopes

Resumo


Apesar de seu complexo sistema de codificação, a linguagem do tango como dança somente pode ser compreendida por intermédio das constantes improvisações que seus pares executam, exigindo uma fina sintonia nas suas intenções de movimento. No entanto, a linguagem do tango excede essas circunstâncias, constituindo-se numa comunicação dos afetos que se revela em uma experiência única que não pode ser reproduzida. Ainda que se queira fazer do tango uma representação da sensualidade entre o homem e a mulher, propõe-se aqui uma crítica dessa identidade de gêneros, mostrando que sua expressão estética transcende essa determinação social, angariando um conjunto de representações ambivalentes que não se sujeitam a interpretações únicas. Neste artigo, embora se conceba o tango como um espaço semiótico próprio, busca-se também compreender sua linguagem corporal como um complexo sistema cultural aberto a constantes ressignificações através de algumas associações com outras formas de linguagem e representações sociais.


Palavras-chave


Espaço semiótico. Linguagem corporal. Identidade de gênero. Ambivalência. Sistema cultural. Tango.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583201532.83-101



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