A cidade é uma só?: autoficcionalização, interrogação do arquivo e sentido de dissenso

Autores

  • Mariana Duccini Junqueira da Silva ECA-USP

DOI:

https://doi.org/10.19132/1807-8583201533.76-89

Palavras-chave:

A cidade é uma só?. Documentário. Autoficcionalização. Arquivo. Dissenso.

Resumo

Por meio da articulação de duas estratégias fílmicas – a autoficcionalização dos personagens e a ressignificação de materiais de arquivos oficiais –, o documentário A cidade é uma só? propõe uma crítica radical ao discurso de poder que circunscreveu a Campanha de Erradicação das Invasões (CEI), iniciativa que removeu populações pobres da área central de Brasília, levando-as a formar as então chamadas cidadessatélites dos anos 70. Este trabalho propõe-se a uma análise do documentário de Adirley Queirós com vistas a apreender, pela materialidade fílmica, os modos como a obra viabiliza a ressignificação de uma memória coletiva à medida que os protagonistas se empoderam de representações sociais que colidem com as disposições do poder estabelecido. O próprio enunciado fílmico, assim, estrutura-se pelo sentido de dissenso, como aquilo que é próprio de uma política da arte (RANCIÈRE, 2005b).


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Biografia do Autor

Mariana Duccini Junqueira da Silva, ECA-USP

Doutora em Ciências da Comunicação pela ECA-USP. Professora no Insper Instituto de Ensino e Pesquisa.

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Publicado

2015-05-28

Como Citar

Duccini Junqueira da Silva, M. “A Cidade é Uma só?: Autoficcionalização, interrogação Do Arquivo E Sentido De Dissenso”. Intexto, nº 33, maio de 2015, p. 76-89, doi:10.19132/1807-8583201533.76-89.

Edição

Seção

Artigos