(Est)ética da praça: rua, mídia e partilha

Fernando Resende

Resumo


Este artigo, cujo foco é a cidade do Cairo e seus modos de coexistência sectária, busca compreender a Primavera Árabe a partir da leitura de uma ética e uma estética construídas e constituídas no próprio desenrolar do processo revolucionário. Seu objetivo, menos que explicar os acontecimentos recentemente deflagrados em alguns dos países do chamado “Oriente Médio”, é refletir sobre os sentidos e as disputas, os desejos e as demandas ali evocadas. No seu recorte, a espacialidade torna-se elemento de fundamental importância. E a hipótese é que os espaços de partilha, em que se amalgamam conflitos e contratos, tecem uma (est)ética que é a somatória de um desejo e de uma necessidade. A abordagem teórica, a partir de aspectos ressaltados por reflexões de cunho pós-colonialista e pelos chamados “Estudos Culturais Árabes”, nos levam à ideia de que a rua, um espaço de partilha no contexto árabe, possa ser um operador teórico que contribui para a compreensão de uma prática política cuja lógica não exclui o conflito e não nega a necessidade de se encontrar formas de convivência. É esta a prática que se vê acontecer tanto em uma imagem-símbolo, propagada pela Al Jazeera, como também na própria ocupação da Praça Tahrir.

Palavras-chave


Estudos Culturais. Mídia. Espacialidade. Rua. Tahrir.

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