Sujeitos do crime e da notícia: casos PCC e Liga da Justiça e as apropriações da arena midiática contemporânea

Flora Daemon

Resumo


Propomos investigar os gestos de apropriação da arena midiática por sujeitos criminosos como emergência do fenômeno de midiatização da sociedade contemporânea. Mais do que autores de trajetórias delinquentes, estes se engajam na produção de relatos sobre si numa campanha midiatizada, cujo objetivo principal é a disputa pelo controle das construções simbólicas a seu respeito. Ao se deslocarem do lugar de receptores de conteúdos informativos, rompem a fronteira da audiência e tornam-se produtores de relatos midiáticos como instrumento de disputa por espaços de produção e transmissão dos relatos midiáticos. Para tanto, elegemos dois eventos emblemáticos – o sequestro do jornalista Guilherme Portanova pelo PCC e a publicação dos vídeos com “entrevistas-defesa” pelo chefe da milícia carioca Liga da Justiça –, para iniciarmos a reflexão a respeito dos efeitos da midiatização também sobre sujeitos que, normalmente, figurariam apenas como personagens de reportagens policiais.

Palavras-chave


Violência. Estudos de Jornalismo. Midiatização. Crime. PCC.

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