Fatores de risco para sepse neonatal em unidade de terapia intensiva: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-1447.2026.202250290.ptResumo
Objetivo: Mapear os estudos científicos que investigam os fatores de risco associados à ocorrência de sepse neonatal em unidades de terapia intensiva.
Método: Esta revisão de escopo seguiu a metodologia da JBI Collaboration, com busca em nove bases de dados, duas fontes da literatura cinzenta e busca reversa. Os dados foram coletados em setembro de 2024 e atualizados em janeiro de 2025. A análise dos dados incluiu estatística descritiva e o uso do software IraMuTeQ®.
Resultados: Foram incluídos 24 estudos, com predominância de publicações do Brasil (75%) e Etiópia (20,8%). Os fatores de risco mais frequentes foram: prematuridade (f = 20), baixo peso ao nascer (f = 16), uso de dispositivos invasivos (f = 15), infecção urinária (f = 12), baixo escore de Apgar (f = 11), colonização por Streptococcus agalactiae do grupo B (f = 11).
Conclusão: Foram mapeados os estudos científicos sobre fatores de risco para sepse neonatal em unidades de terapia intensiva neonatal, demonstrando que a produção disponível aborda múltiplos determinantes maternos, neonatais e assistenciais, porém é concentrada em poucos contextos e baseada majoritariamente em delineamentos observacionais.
Descritores: Sepse Neonatal. Terapia Intensiva Neonatal. Enfermagem. Revisão de Escopo.
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