Tendência e predição da sífilis congênita no Brasil no século XXI: Um estudo de séries temporais
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-1447.2026.20250112.ptResumo
Objetivo: Investigar a tendência temporal da Sífilis Congênita no Brasil no século XXI e estimar seu comportamento de 2023 a 2030.
Método: Trata-se de um estudo ecológico, de séries temporais, que utilizou dados secundários extraídos do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde no período de 2001 a 2022. Foi realizada a análise da evolução temporal da sífilis congênita utilizando o cálculo de incidência bruta e a taxa de incidência média padronizada. Para as análises de série temporal e projeções dos casos empregaram-se técnicas estatísticas como Joinpoint e Média Móvel Integrada Autorregressiva.
Resultados: Ao longo dos 22 anos foram notificados 302.759 casos de sífilis congênita no Brasil, dos quais 51,1% ocorreram de 2017 a 2022. A taxa de incidência subiu de 1,3 em 2001 para 10,3 casos por 1.000 nascidos vivos em 2022. A análise temporal demonstrou que quatro das cinco regiões apresentaram tendência crescente no período estudado. Até 2030, as projeções apontam crescimento das taxas no Brasil (8,3%) e regiões: Sul (11,2%), Sudeste (10,5%), Norte (9,2%), Centro-Oeste (8,0%) e Nordeste (6,8%).
Conclusão: Verificou-se aumento das taxas de incidência no Brasil e regiões. A análise temporal apresentou tendência crescente e as projeções até 2030 mostram aumento dos casos.
Descritores: Sífilis congênita; Transmissão de doença infecciosa; Estudos de séries temporais; Previsões; Estudos ecológicos.
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