Percepções de pacientes anticoagulados sobre o autocuidado à luz da Teoria de Dorothea Orem
DOI:
https://doi.org/10.1590/1983-1447.2026.20250142.ptResumo
Objetivo: Analisar as percepções de pacientes anticoagulados sobre o autocuidado à luz da Teoria de Dorothea Orem.
Método: Estudo qualitativo realizado em um ambulatório de anticoagulação oral em Recife/PE, Brasil, entre janeiro e fevereiro de 2024, com 20 pacientes em uso de anticoagulantes orais, com média de idade de 60,5 anos (DP±12,12). Os dados foram coletados através de cinco sessões grupais com roteiro semiestruturado. A análise do conteúdo destas seções ocorreu com auxílio do software IRAMUTEQ®, interpretada à luz da Teoria de Orem.
Resultados: Emergiram classes que foram categorizadas em eixos temáticos representados pelos requisitos do autocuidado propostos por Orem. Dificuldades na adesão medicamentosa, mudanças no estilo de vida e limitações físicas foram alocadas nos Requisitos Universais; Preocupações financeiras para aquisição do medicamento, sentimento de insegurança e ansiedade sobre a terapia contínua foram ligados ao Requisito de Desenvolvimento; Conhecimento insuficiente sobre o anticoagulante foi atrelado ao Requisito de Desvio de Saúde.
Considerações finais: Existem desafios relacionados à nova condição de saúde desses pacientes, o que dificulta o autocuidado e, consequentemente, contribui para complicações. São necessárias estratégias de ações educativas em saúde, apoiadas por tecnologias educacionais, voltadas às necessidades desse público, bem como o aprimoramento da formação dos profissionais de saúde, que prestam assistência ao paciente anticoagulado.
Descritores: Autocuidado; Anticoagulantes; Cuidados de enfermagem; Enfermagem; Educação em Saúde.
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