Repercussões do Estigma Internalizado no Autocuidado de Pessoas em Situação de Rua
Resumo
Objetivo: analisar a ocorrência do estigma internalizado em pessoas em situação de rua e sua relação com as práticas de autocuidado.
Método: estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, realizado por meio de entrevistas semiestruturadas. A pesquisa foi conduzida entre os meses de julho e outubro de 2023 nos Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua no município do Recife, Pernambuco. A análise dos dados foi auxiliada pelo software MAXQDA® e orientada pelo referencial metodológico da análise de conteúdo temática proposta por Bardin.
Resultados: participaram 22 usuários, com idade média de 34,5 anos. A maioria era do sexo masculino e vivia em situação de rua há mais de três anos. A análise dos relatos resultou em três categorias temáticas: (1) Sentimento do indivíduo em relação à sua condição de vida nas ruas; (2) Percepção de como são vistas pela sociedade; (3) Percepção da própria pessoa em situação de rua sobre os que vivem nas mesmas condições.
Considerações finais: o estigma internalizado compromete a autoimagem e o autocuidado da população em situação de rua, aprofundando a exclusão social. Evidencia-se a necessidade de revisar criticamente práticas intersetoriais já existentes, promovendo intervenções mais sensíveis aos efeitos subjetivos do estigma.
Descritores: Pessoas em Situação de Rua; Estigma Social; Autocuidado.
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