Risco relativo e sinais e sintomas de médicos expostos à Fumaça Cirúrgica: Estudo de Coorte
Resumo
Objetivo: Determinar o risco relativo e o tempo para o desenvolvimento de sinais e sintomas relacionados à exposição à fumaça cirúrgica em médicos residentes.
Método: Coorte prospectiva, com 55 médicos residentes expostos à fumaça cirúrgica e 45 não expostos. A coleta ocorreu em duas instituições hospitalares do Sul do Brasil, em oito momentos, de março de 2018 a fevereiro de 2020, utilizando-se um formulário contendo informações sociodemográficas, laborais, sinais, sintomas e medidas preventivas autorreferidas, sendo conduzido por pesquisadores capacitados, que acompanharam os participantes durante todo o processo. Foram utilizadas estatísticas descritivas, Qui-quadrado, regressão de COX e Kaplan-Meier para análise de associação, risco e tempo de aparecimento dos sinais e sintomas.
Resultados: Residentes expostos apresentaram 1,5 vezes mais risco de desenvolver sinais e sintomas (IC 95%: 0,99-2,42; p=0,05). Os sintomas respiratórios e oculares mais incidentes foram sensação de corpo estranho na garganta (HR: 3,86; p<0,001), ardência de faringe (HR: 2,49; p=0,02), irritação dos olhos (HR: 3,43; p<0,001) e lacrimejamento (HR: 4,95; p<0,001). O tempo mediano para o desenvolvimento de sintomas foi de 16 meses (IIQ 95%: 14,8-17,1).
Conclusão: Residentes expostos à fumaça cirúrgica têm maior risco de desenvolver sintomas ocupacionais, com tempo médio de 16 meses para seu aparecimento.
Descritores: Enfermagem; Sinais e Sintomas; Exposição por Inalação; Exposição Ocupacional; Saúde Ocupacional.
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