Saberes e estratégias no enfrentamento da fibromialgia
Resumo
Objetivo: Analisar os saberes sobre a fibromialgia de pessoas com este diagnóstico e suas repercussões no enfrentamento da doença.
Método: Pesquisa qualitativa amparada no referencial da Teoria das Representações Sociais. Participaram 30 pessoas acima de 18 anos, do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Aplicou-se snowball sampling para recrutar os participantes e entrevista semiestruturada para produção de dados, entre abril de 2020 e janeiro de 2021. Realizou-se análise estatística e lexicográfica pelo Alceste.
Resultados: A participação majoritária foi de mulheres (93%); idade de 41 a 60 anos (67%); 63% eram casados; com diagnóstico há 10 anos ou mais (40%); 40% participavam em grupos de apoio. Desconheciam o nome da enfermidade e suas causas, mas citaram os seus sintomas, majoritariamente a dor. A objetivação da fibromialgia ocorre nos sintomas dolorosos, por sua vez, a falta de sinais no corpo gera incompreensão nas pessoas com as quais se convive. Compartilham experiências em grupos de apoio para enfrentar a doença.
Conclusão: O fenômeno subjetivo da dor gera desconfiança quanto à enfermidade. As dificuldades do diagnóstico retardam o tratamento, e a insuficiência de informações gera julgamentos e estereótipos para os doentes. Os preconceitos e rechaços repercutem no enfrentamento da doença.
Descritores: Fibromialgia, Dor crônica, Enfermagem, Pesquisa Qualitativa.
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