Vivências de familiares diante da finitude da criança no processo de adoção de cuidados paliativos

Autores

  • Miriam Neis
  • Helena Becker Issi
  • Maria da Graça Corso da Motta
  • Cristianne Maria Famer Rocha
  • Paulo Roberto Antonacci Carvalho

Resumo

Objetivo: Desvelar a vivência de familiares após notícia da adoção de cuidados paliativos para a criança.

Método: Pesquisa fenomenológica na perspectiva de Heidegger. Participaram onze familiares de crianças na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica de hospital universitário do sul do Brasil com indicação de cuidados paliativos. Os depoimentos foram obtidos em entrevista semi-estruturada, de janeiro a novembro/2017, submetidos à análise teóricofilosófica de Heidegger. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética da instituição.

Resultados: A comunicação de cuidados paliativos desencadeia no familiar a percepção da facticidade existencial da criança, descortinando reações explicitadas nas dimensões temáticas: Enfrentando a finitude da criança diante da proposta de cuidados paliativos e Necessidade de cuidado compassivo e solícito.

Considerações finais: A fenomenologia permitiu compreender o familiar em seu propósito existencial. A perspectiva compreensiva pode auxiliar a equipe interdisciplinar na comunicação da decisão de cuidados paliativos, de modo sensível e ético, focalizando o melhor interesse da criança.

Palavras-chave: Cuidados paliativos. Unidades de terapia intensiva pediátrica. Pesquisa qualitativa.

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Publicado

2023-02-07

Como Citar

1.
Miriam Neis, Helena Becker Issi, Maria da Graça Corso da Motta, Cristianne Maria Famer Rocha, Paulo Roberto Antonacci Carvalho. Vivências de familiares diante da finitude da criança no processo de adoção de cuidados paliativos. Rev Gaúcha Enferm [Internet]. 7º de fevereiro de 2023 [citado 27º de agosto de 2026];43. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/rgenf/article/view/130038

Edição

Seção

Seção Fenomenologia