Ictiofauna da Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sul do Brasil: composição e diversidade
Palavras-chave:
inventário de espécies, peixes, diversidade, açude, arroio, artes de pesca, Micropterus salmoidesResumo
A ictiofauna da Estação Experimental Agronômica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi inventariada. Foram amostrados três pontos no arroio Calombos e nove açudes. No total foram coligidos 10.786 exemplares, distribuídos em sete ordens, 18 famílias, 34 gêneros e 51 espécies. Analisando amostragens adicionais em áreas de brejos e de inundação temporária, além do exame de material depositado em coleção, encontramos 61 espécies e 42 gêneros de peixes na EEA/UFRGS. As ordens Characiformes e Siluriformes dominaram em riqueza e abundância. As espécies mais abundantes foram Hyphessobrycon igneus, H. meridionalis, H. luetkenii, Cheirodon interruptus, Geophagus brasiliensis e Crenicichla lepidota, respectivamente. Os pontos do arroio apresentaram maior riqueza (39 spp.) que os açudes (25 spp.), sendo 13 espécies em comum aos dois ambientes. O registro de Micropterus salmoides (black blass) em três açudes, associado aos menores valores de riqueza, evidenciou a ação predatória dessa espécie sobre as espécies nativas locais. Entre as artes de pesca empregadas, o picaré apresentou melhor resultado em termos de riqueza de espécies e amplitudes maiores de tamanho dos exemplares. Como área de formação universitária, a EEA/UFRGS serve como importante fonte para estudos de diversidade ictiofaunística. A conservação da integridade físico-química e biológica dos corpos d’água é recomendada como mantenedores dessa biodiversidade. Uma chave para identificação dos peixes da EEA/UFRGS é apresentada.
