Genotoxicidade do ar em área urbana na região metropolitana de Porto Alegre, RS, Brasil

Autores/as

  • Kamila Käfer Blume Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale
  • Gustavo Marques Costa Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale
  • Mara Betânia Brizola Cassanego Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale
  • Annette Droste Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale

Palabras clave:

poluição do ar, Tradescantia pallida, biomonitoramento, risco genotóxico, micronúcleo.

Resumen

A região metropolitana de Porto Alegre concentra 36% da população do Rio Grande do Sul, caracterizada pela presença de indústrias e pelo intenso fluxo de veículos automotores. Sapucaia do Sul, município desta região, possui uma frota que equivale a cerca de um veículo para cada dois habitantes, com base econômica na construção civil, indústria coureira, metalurgia e siderurgia. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a genotoxicidade do ar em Sapucaia do Sul utilizando o bioensaio com Tradescantia pallida var. purpurea. Ramos contendo inflorescências foram periodicamente expostos a um ponto amostral no centro urbano, de dezembro de 2011 a novembro de 2012, além de serem expostos em ambiente interno (controle negativo). Frequências de micronúcleos (MCN) foram determinadas em tétrades jovens de células-mãe de pólen e expressas como MCN/100 tétrades. Dados climáticos foram registrados durante as exposições. As frequências de MCN observadas nos botões florais expostos ao ponto amostral foram significativamente superiores àquelas dos controles negativos durante as doze amostragens e variaram de 4,77 (outubro de 2012) a 8,28 (julho de 2012), equivalendo a um aumento de 146% e 217% em relação aos respectivos controles. Não foi observada relação da frequência de MCN com a temperatura, a umidade relativa do ar e a precipitação nos períodos de exposição. Os resultados obtidos apontaram que o bioensaio com T. pallida var. purpurea pode ser ampliado para demais municípios da região metropolitana de Porto Alegre, a fim de permitir a identificação de áreas de risco genotóxico, considerando as condições climáticas regionais.

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Biografía del autor/a

Kamila Käfer Blume, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale

Bióloga, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale

Gustavo Marques Costa, Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale

Mestre em Qualidade Ambiental e doutorando em Qualidade Ambiental, Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale

Mara Betânia Brizola Cassanego, Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale

Mestre em Biologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, doutoranda em Qualidade Ambiental, Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale

Annette Droste, Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental, Laboratório de Biotecnologia Vegetal, Universidade Feevale

Doutora em Genética, pesquisadora na área de Biotecnologia Vegetal,  Professora do Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental do Centro Universitário Feevale.

Publicado

2014-09-30

Cómo citar

Blume, K. K., Costa, G. M., Cassanego, M. B. B., & Droste, A. (2014). Genotoxicidade do ar em área urbana na região metropolitana de Porto Alegre, RS, Brasil. Revista Brasileira De Biociências, 12(3). Recuperado a partir de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/114837

Número

Sección

Artigos