Estabilidade temporal dos níveis de variação gênica da espécie de bivalve invasor Isognomon bicolor (C.B. Adams, 1845) (Bivalvia, Isognomonidae) na Praia de Itaipu, Niterói, RJ

Autores

  • Ramon Pereira Lopes Laboratório de Genética Marinha e Evolução, Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Outeiro São João Batista, s/n, Valonguinho, Centro, CEP: 24001-970, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.
  • Michelle Rezende Duarte Laboratório de Genética Marinha e Evolução, Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Outeiro São João Batista, s/n, Valonguinho, Centro, CEP: 24001-970, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.
  • Roberto Campos Villaça Laboratório de Ecologia Bêntica, Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Outeiro São João Batista, s/n, Valonguinho, Centro, CEP: 24001-970, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.
  • Edson Pereira Silva Laboratório de Genética Marinha e Evolução, Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Outeiro São João Batista, s/n, Valonguinho, Centro, CEP: 24001-970, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

Palavras-chave:

Aloenzimas, Bioinvasão, Genética de populações, Moluscos

Resumo

A genética evolutiva do bivalve marinho invasor Isognomon bicolor (C.B. Adams, 1845) foi investigada, pelo método de eletroforese de aloenzimas, para indivíduos coletados na Praia de Itaipu (Niterói – RJ) nos anos de 2005, 2009 e 2013. Sete sistemas enzimáticos foram interpretados como 11 loci gênicos. A heterozigosidade observada variou de 0,324 em 2013 a 0,534 em 2005, mas estas diferenças não foram significativas. Altos níveis de variação gênica em bioinvasores podem ser explicados como consequência do efeito Wahlund, que é acompanhado de desvios significativos ao equilíbrio Hardy-Weinberg e desequilíbrio de ligação entre loci. Não foram observados desequilíbrios de ligação e apenas dois loci apresentaram desvios significativos ao equilíbrio de Hardy-Weinberg (Mdh em 2005 e α-Est-1 em 2013). A estabilidade temporal dos níveis de variação gênica de I. bicolor na Praia de Itaipu pode ser uma indicação de que esta população tenha atingido a fase do processo evolutivo da bioinvasão conhecida como “clímax”. Num primeiro momento, o efeito Wahlund pode ter contribuído para que a população de Itaipu respondesse às pressões ecológicas no sentido contrário à redução populacional e à extinção. Em um segundo momento, esta população amadureceu para o “clímax” alcançando o equilíbrio de Hardy-Weinberg para maioria dos loci.

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Biografia do Autor

Ramon Pereira Lopes, Laboratório de Genética Marinha e Evolução, Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Outeiro São João Batista, s/n, Valonguinho, Centro, CEP: 24001-970, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

Possui graduação em Ciências Bioilógicas pelo Centro Universitário do Planalto de Araxá (2010) e mestrado em Biologia Marinha pela Universidade Federal Fluminense (2014).

Michelle Rezende Duarte, Laboratório de Genética Marinha e Evolução, Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Outeiro São João Batista, s/n, Valonguinho, Centro, CEP: 24001-970, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Fluminense (2005) e mestrado em Biologia Marinha pela Universidade Federal Fluminense (2007). Atualmente é estudante de doutorado da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética de populações, atuando principalmente nos seguintes temas: genética de populações, evolução, genética marinha.

Roberto Campos Villaça, Laboratório de Ecologia Bêntica, Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Outeiro São João Batista, s/n, Valonguinho, Centro, CEP: 24001-970, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

Possui graduação (Licenciatura e Bacharelado) em Ciências Biológicas pela Universidade Santa Úrsula (1983); D.E.A en Oceanologie Biologique - Station Marine d´Endoume et Université Aix-Marseille II; Doutorado em Ecologia Marinha - Université Aix-Marseille II (1988). Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Ecologia marinha, atuando principalmente nos seguintes temas: taxonomia e ecologia de macroalgas bentonicas, costão, estrutura de comunidade, bio-ecologia de organismos bentonicos aplicada a pesca e maricultura, monitoramento de comunidades bentonicas de substrato duro.

Edson Pereira Silva, Laboratório de Genética Marinha e Evolução, Departamento de Biologia Marinha, Instituto de Biologia, Universidade Federal Fluminense, Outeiro São João Batista, s/n, Valonguinho, Centro, CEP: 24001-970, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

Possui bacharelado em Biologia Marinha pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988), mestrado em Genética pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1991), doutorado em Genética pela University of Wales-Swansea (1998) e pós-doutorado em Genética Molecular pela University of Swansea. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Genética, com ênfase em Genética de Populacões de Organismos Marinhos, atuando principalmente nos seguintes temas: genética molecular, conservação, bioinvasão, teoria evolutiva, epistemologia e ensino.

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Publicado

2017-03-13

Como Citar

Lopes, R. P., Duarte, M. R., Villaça, R. C., & Silva, E. P. (2017). Estabilidade temporal dos níveis de variação gênica da espécie de bivalve invasor Isognomon bicolor (C.B. Adams, 1845) (Bivalvia, Isognomonidae) na Praia de Itaipu, Niterói, RJ. Revista Brasileira De Biociências, 15(1). Recuperado de https://seer.ufrgs.br/index.php/rbrasbioci/article/view/114648

Edição

Seção

Artigos