Parque Nacional Maturembá: diálogos sobre ecofeminimos, porvir decolonial e um descobrimento desnudado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-0003.151843

Palavras-chave:

Sul Global, Decolonialidade, Gestão institucional, Redenominação, Parque Nacional do Descobrimento

Resumo

Este artigo analisa o processo de redenominação do Parque Nacional do Descobrimento para Parque Nacional Maturembá, buscando dialogar com as perspectivas ecofeministas e com um porvir decolonial. A pesquisa possui abordagem qualitativa-interpretativa e fundamentou-se em entrevista semiestruturada com Juliana Cristina Fukuda, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de fontes bibliográficas e documentais, analisadas a partir da perspectiva da escrita encarnada. Dentre os resultados, evidenciamos como a relação com a natureza atravessa a individualidade da entrevistada, permeada por princípios ecofeministas, considerando tons de ordem pessoal e sociopolítica, sensíveis às relações entre o local e o global. Entendemos que sua mediação no processo de redenominação do Parque Nacional do Descobrimento, implicou em conduzir um interesse legítimo de quem estava no território, e visibilizou uma contradição político-institucional, sob a lente da decolonialidade. Portanto, ainda que o protagonismo feminino tenha sido sutil nos diálogos ocorridos no território, observamos que se trata de um processo em construção, que questiona o colonialismo e o patriarcado por meio de iniciativas de empoderamento feminino como práticas paulatinas, cotidianas, de resistências, saberes, fazeres e sentires de forma singular e potente.

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Biografia do Autor

Virginia Martins Fonseca, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM

Professora Adjunta no Curso de Turismo e colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Estudos Rurais da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades, na UFVJM. Doutora em Geografia pela Universidad Nacional del Sur (Argentina). Especialista em Educação Ambiental (CRHEA - USP) e Bacharel em Turismo (Unicentro Newton Paiva). Líder do Núcleo de Pesquisa em Turismo: Patrimônios, Territórios Descoloniais e Trabalho. Pesquisadora Associada do Observatório de Parcerias em Áreas Protegidas (OPAP). Pesquisadora colaboradora na Red Cientifica Latinoamericana Territorios Posibles, Praxis y Transformación, no projeto Territórios Posibles, Utopias Reales. No ensino, pesquisa e extensão, tem especial interesse em: Turismo e Áreas Naturais Protegidas; Patrimonialização da Natureza; Ecoturismo e Inclusão Social; Monitoramento Socioambiental do Turismo e; Encontro de Saberes da UFVJM. Mãe de duas crianças, uma de doze anos e outra de dez anos

Débora Schmitt Kavalek, Universidade Federal do Sul da Bahia

Licenciada em Química pela Universidade de Passo Fundo (UPF), é Mestra em Docência Universitária pela Universidad Tecnológica Nacional (UTN), de Buenos Aires e Doutora em Educação em Ciências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, é professora Adjunta da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), no Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC), Campus Paulo Freire (CPF), coordena pesquisas comprometidas com os conhecimentos invisibilizados nas Ciências da Natureza/Química e com propostas transformadoras para o Ensino de Química. Coordena a área de ciências no PIBID CN/CPF/UFSB.

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Publicado

30-07-2026

Como Citar

MARTINS FONSECA, Virginia; SCHMITT KAVALEK, Débora. Parque Nacional Maturembá: diálogos sobre ecofeminimos, porvir decolonial e um descobrimento desnudado. Para Onde!?, Porto Alegre, v. 20, n. 2, 2026. DOI: 10.22456/1982-0003.151843. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/paraonde/article/view/151843. Acesso em: 1 ago. 2026.

Edição

Seção

Artigos
Recebido 2025-11-18
Aceito 2026-07-02
Publicado 2026-07-30