Parque Nacional Maturembá: diálogos sobre ecofeminimos, porvir decolonial e um descobrimento desnudado
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-0003.151843Palavras-chave:
Sul Global, Decolonialidade, Gestão institucional, Redenominação, Parque Nacional do DescobrimentoResumo
Este artigo analisa o processo de redenominação do Parque Nacional do Descobrimento para Parque Nacional Maturembá, buscando dialogar com as perspectivas ecofeministas e com um porvir decolonial. A pesquisa possui abordagem qualitativa-interpretativa e fundamentou-se em entrevista semiestruturada com Juliana Cristina Fukuda, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de fontes bibliográficas e documentais, analisadas a partir da perspectiva da escrita encarnada. Dentre os resultados, evidenciamos como a relação com a natureza atravessa a individualidade da entrevistada, permeada por princípios ecofeministas, considerando tons de ordem pessoal e sociopolítica, sensíveis às relações entre o local e o global. Entendemos que sua mediação no processo de redenominação do Parque Nacional do Descobrimento, implicou em conduzir um interesse legítimo de quem estava no território, e visibilizou uma contradição político-institucional, sob a lente da decolonialidade. Portanto, ainda que o protagonismo feminino tenha sido sutil nos diálogos ocorridos no território, observamos que se trata de um processo em construção, que questiona o colonialismo e o patriarcado por meio de iniciativas de empoderamento feminino como práticas paulatinas, cotidianas, de resistências, saberes, fazeres e sentires de forma singular e potente.
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Copyright (c) 2026 Virginia Martins Fonseca, Débora Schmitt Kavalek

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Aceito 2026-07-02
Publicado 2026-07-30

