Resistências urbanas na periferia de Lima (PE) frente à injustiça socioambiental
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-0003.146684Palavras-chave:
Resistências urbanas, Comuns, Ecofeminismo, Injustiça socioambientalResumo
As metrópoles latino-americanas enfrentam processos crescentes de vulnerabilização ambiental, com poucas iniciativas verdadeiramente ecológicas. Os elementos naturais das cidades são frequentemente instrumentalizados para favorecer interesses de mercado, em detrimento da sustentabilidade urbana e das populações mais vulneráveis. O contexto de injustiça socioambiental reforça conflitos, mas também impulsiona resistências coletivas que enxergam a natureza como um fator social e até cultural. Este trabalho busca aprofundar a reflexão sobre as múltiplas formas de resistência que emergem em resposta à conformação mercantilizada das cidades. Nesse modelo urbano, cada componente é passível de ser apropriado e moldado para otimizar os fluxos de capital. A pesquisa foca na análise de uma área periférica de Lima, no Peru, onde se entrelaçam características típicas da cidade capitalista, como a segregação social, a degradação ambiental e as tensões sociais. Ao explorar as dinâmicas locais, percebe-se que as diversas formas de resposta nas periferias do sistema capitalista consistem em iniciativas de enfrentamento e contestação à injustiça ambiental a través de sistemas alternativos como os Comuns e o ecofeminismo.
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