Uma comunidade no ecossistema do rio Maranguapinho em Fortaleza – CE: elementos e vulnerabilidades do cotidiano
DOI:
https://doi.org/10.22456/1982-0003.140369Palavras-chave:
Cotidiano, Covid-19, Ecossistemas, Espaço urbano, VulnerabilidadesResumo
Ao desvendar a trama socioambiental do ecossistema dos carnaubais na bacia do Rio Maranguapinho, em Fortaleza, resgatamos a história da comunidade São Francisco nesta região periférica. Reunimos diversos elementos da vida cotidiana e ambiental a fim de gerar a complexidade para compreender como determinadas condições socioambientais se tornaram marcadores de vulnerabilidades durante a crise da Covid-19. Nosso esforço qualitativo, sem buscar determinantes estruturais, mas apenas contingências sequenciais que se tornam casualmente apropriadas e só tem valor heurístico na fusão de actantes e quadros socioambientais, recompõe por meio de revisão bibliográfica e relatos de antigos moradores, a história da região e o estado atual deste ecossistema. Utilizamos então a etnografia como método para coletar elementos que interpretamos como essenciais para o enquadramento socioambiental do cotidiano desse território. Sobretudo, as dimensões da vegetação e do córrego, dos animais não humanos, do clima, das casas, muros e pátios, das ruas de terra e do lixo acumulado, das ocupações e do trabalho, do transporte e da alimentação, além das relações sincrônicas entre estes elementos descritivos. Dessa forma, o artigo pretende contribuir não apenas com a atualização do mapeamento da história socioambiental deste ecossistema ameaçado de extinção, mas também, com a sugestão de que essas particularidades sejam levadas em conta em futuros contextos de epidemias e pandemias.
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Aceito 2025-04-29
Publicado 2025-07-04

