Diálogos entre a pintura e o cinema: análise de representações pictóricas do relato de Susana e os velhos e de sua aparição em Psicose, de Alfred Hitchcock

Vanessa Brasil Campos Rodríguez

Resumo


O artigo é resultado de investigação sobre o filme Psicose, de Alfred Hitchcock, de 1960. O tema do quadro que tapa o buraco pelo qual o protagonista Norman Bates observa Marion Crane despindo-se constitui o elemento de análise. Trata-se de uma representação do relato bíblico de Susana e os velhos que aborda o voyeurismo, o desejo incestuoso de dois juízes e a violação. O trabalho abrange a pesquisa semiótica em interface com a psicanálise, a antropologia e a comunicação na cultura. O método abordado é a análise do discurso fílmico e pictórico. Assinalam-se as ressonâncias formais, estéticas e estruturais entre as pinturas e o filme. As imagens analisadas em Psicose apresentam camadas extremamente profundas e arraigadas a elementos imagéticos, localizadas em várias pinturas do século XVII que abordam o tema de Susana e os velhos. Estas sobreviveram e transportaram-se através do tempo, do espaço e entre culturas..


Palavras-chave


Análise do discurso. Cinema. Alfred Hitchcock. Susana e os velhos. Voyeurismo.

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DOI: https://doi.org/10.19132/1807-8583201842.135-165



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