Estatística e política de população no Brasil (1870-1930): notas de pesquisa

Autores

  • Alexandre de Paiva Rio Camargo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) / Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

Resumo

Este artigo sintetiza a estrutura e os argumentos centrais de nossa tese de doutorado em andamento, que tem por tema as condições de emergência da estatística como tecnologia de governo no Brasil, isto é, de tradução técnica das demandas políticas e de apresentação dos problemas sociais. Entende que esta dimensão normativa da estatística é inseparável da problematização da população como campo autônomo que funda a análise governamental. Analisa a produtividade de certos marcos teóricos (com destaque para a governamentalidade) para dar conta das especificidades da experiência brasileira, particularmente o silêncio estrutural que caracteriza o a inferência estatística do ponto de vista de sua aplicação a temas sociais e políticos, quadro que se altera progressivamente nos anos 1910 e 1920, com o aparecimento da questão nacional e o dimensionamento da saúde e da educação do país. Finalmente, discute as principais hipóteses que norteiam a referida tese e as estratégias de investigação seguidas em cada um de seus capítulos.

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Biografia do Autor

Alexandre de Paiva Rio Camargo, Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) / Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

Historiador, doutorando em Sociologia pelo Iesp/Uerj (previsão de conclusão em 2014). Possui Bacharelado e Licenciatura em História pela Universidade Federal Fluminense (2004), além de Mestrado em História Social pela mesma instituição (2008). Entre 2005 e 2009, foi pesquisador-assistente e autor de numerosos capítulos na coleção História das Estatísticas Brasileiras, financiada e editada pelo IBGE, coordenada por Nelson de Castro Senra, com quem organizou o livro "Estatísticas nas Américas: por uma agenda de estudos históricos comparados" (IBGE, 2010). Foi ainda pesquisador da Revista de História da Biblioteca Nacional (2009-2010) e professor do Instituto de Humanidades da Universidade Cândido Mendes (2010-2012). Atualmente, dedica-se à sociologia histórica da estatística e à sócio-política dos números, analisando a formação do sistema estatístico brasileiro pela via da Saúde Pública (1870-1945), com inspiração teórica nos estudos da governamentalidade e da historicidade da ação pública.

 

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Publicado

2014-02-14

Edição

Seção

Artigos