Espiritismo e política: o compasso dos espíritas com a conjuntura dos anos 1930-1940.

Sinuê Neckel Miguel

Resumo


A identidade espírita flutuou de acordo com as mais diversas conjunturas e relações construídas principalmente no interior do campo religioso, mas também nos campos político e científico. Daí a necessidade de resgatar uma fase do movimento espírita brasileiro marcada pelo autoritarismo e nacionalismo que não deixou de fixar alguns elementos do ethos espírita e da estrutura institucional do Espiritismo. Para efetuar esse resgate abordo o entrecruzamento de representações acerca da política e da questão social produzidas pelos espíritas através da sua imprensa – basicamente A Reencarnação e O Reformador -, e de livros apropriados e reproduzidos – A Grande Síntese e Brasil, Coração do Mundo Pátria do Evangelho. Com isso veremos como um discurso de isenção política permitiu que espíritas pudessem, pelo contrário, se posicionar politicamente e ao mesmo tempo oficializar e sacralizar opiniões doutrinárias.

Palavras-chave


espiritismo; identidade; política; questão social

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DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8136.8063



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Porto Alegre: UFRGS, IFCH, PPGAS, 1997 – Semestral - ISSN 1519-843X – ISSN 1982-8136 (eletrônico) Os conteúdos de Debates do NER estão licenciados em CC BY.