O período colonial trouxe às terras africanas sofrimento e submissão e, a reboque, fez emergir sujeitos paridos da mescla cultural. Este artigo versa sobre a obra poética de Rui Knopfli, descendente de europeus, nascido em Moçambique, que fixou, ao largo de sua poética, um discurso híbrido no intento de escapar da ameaça permanente de diluir-se em migrações íntimas. Fica latente em seus poemas um sujeito cindido que luta contra o silenciamento sistemático trazido pela revolução anti colonial.