O presente artigo procura contribuir para uma compreensão da densidade do arquivo, no seu embate com a memória discursiva. Foram tomados para análise materiais diversos (narrativas, imagens, depoimentos), que dizem respeito à relação do rio com a cidade. A pesquisa mostrou-me ser a investigação sobre a memória do rio um ponto de interesse para tocar o real da memória da cidade, buscando em especial os elementos significantes de um processo de urbanização, em sua relação com o chamado meio ambiente, e o modo como nele os sujeitos se produzem (urbanos). O recorte das análises aponta um caminho teórico-analítico que se delineia no sentido de compreender relações de atravessamentos entre nomeações e imagens.