Este artigo investiga como a Análise de Discurso Brasileira, especialmente a partir da obra de Eni Orlandi, se vale da forma ensaio para tensionar os estudos da linguagem sob a perspectiva da ideologia. A noção de “latência” é adotada como chave interpretativa para compreender o gesto discursivo que atravessa sua escrita: uma escrita que recusa a fixação de sentidos essenciais aos objetos que analisa e se volta aos modos como o discurso produz processos de significação. Ao fazê-lo, permite entrever a pulsação da história e os diferentes sentidos da colonização — tanto os fundadores quanto os ainda por vir.
Palavras-chave: Análise de Discurso. Ensaio. Latência. Colonização.