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Artigos

v. 18 n. 30 (2023): ESCRITA DE MIGRANTES, REFUGIADOS E EXILADOS: A LITERATURA COMO CONEXÃO

YOKO TAWADA: ENTRE AS MARGENS DAS LITERATURAS-MUNDO

DOI
https://doi.org/10.22456/2594-8962.136199
Enviado
15 outubro 2023
Publicado
14-02-2024

Resumo

Há um constante esforço da crítica literária em pensar a obra de Yoko Tawada sob a perspectiva da forma, gênero e categoria literária. Entre as possíveis categorizações, definem-na como: literatura pós-moderna (KERSTING, 2006), exofônica (WRIGHT, 2008; NEUMANN, 2019), “de migração” (ESSELBORN, 2007; KURITA, 2015), “de viagem” (KRAENZIE, 2008); literatura contemporânea alemã (BANOUN, 2010; DE ABREU, 2017), literatura sem morada fixa (PORTO, 2022), Weltliteratur (STURM-TRIGONAKIS, 2007; TYERNEY, 2010), entre outros. As diferentes nomenclaturas mostram a diversidade e a riqueza irredutível de uma obra multiforme. Observa-se um contínuo interesse na pesquisa acadêmica, em parte, talvez, pelos desafios que impõe aos pesquisadores, ou, ainda, pela ampla superfície de projeção nos diferentes discursos literários propostos por pesquisadores da área de crítica literária e do comparativismo. Destaca-se, nos discursos mais recentes, a tendência a se pensar sua literatura em uma perspectiva pós-colonial. Nesse artigo busca-se promover a reflexão sobre a necessidade de se teorizar novas formas de pensar a literatura  justamente pela existência de escritores como Tawada. Essa reflexão parte da conceituação proposta por  Ottmar Ette (2017) de Weltliteratur, exposta em sua obra Fractais do Mundo: um caminho pelas Literaturas-Mundo, para chegar nas razões da reformulação do termo.

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