Resumo: O presente artigo pretende analisar o silêncio como projeto moderno em A maçã no escuro (1961), de Clarice Lispector (1920-1977), e em Grande sertão: veredas (1956), de Guimarães Rosa (1908-1967). Trata-se do silêncio como pensamento e presença, o qual une, numa espécie de espírito do tempo, as mencionadas produções ficcionais. Nosso intento, portanto, é verificar como o silêncio se revela na criação, isto é, dado em forma expressiva. Assim, colocando-se como questão fundamental e singular em cada romance, desenvolveremos uma abordagem comparativa para melhor situar o silêncio nas narrativas.
Palavras-Chave: A maçã no escuro, Clarice Lispector, Grande sertão: veredas, Guimarães Rosa, Silêncio.