Arteiros 60+: a experiência teatral com idosos
DOI:
https://doi.org/10.22456/2236-3254.150286Resumo
O artigo visa analisar a experiência do grupo teatral Arteiros 60+, formado por atores com mais de 60 anos em Porto Alegre (RS), que tem como propósito a construção e realização de espetáculos proporcionando uma rica experiência para seus participantes. Esse tema mostra-se relevante diante dos novos desafios advindos do envelhecimento populacional e sua discussão no campo das artes e da educação. O objetivo é refletir sobre práticas de arte-educação e o enfrentamento ao etarismo a partir da observação e análise de um recorte do processo criativo da montagem O Despertar, baseada na peça O Despertar da Primavera, de Frank Wedekind (1891), estabelecendo um breve paralelo com a peça Kontakthof, de Pina Bausch (2000), como referência complementar. Adota-se uma abordagem fundamentada na Pesquisa Baseada em Arte (PBA), valorizando os processos artísticos como formas legítimas e sensíveis de aprendizado e produção de saberes. O estudo articula conceitos teóricos sobre etarismo nas artes cênicas para destacar a potência do grupo Arteiros 60+ como instância de resistência, expressão e reinvenção de si, o corpo e a experiência de vida tornam-se motores poéticos. O estudo indica que a prática teatral pode atuar no enfrentamento ao etarismo e promover o protagonismo de pessoas idosas, desafiando discursos normativos e percepções sociais sobre o corpo, a velhice e a criação artística.
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