Teatro Para Bebês: uma arte universal para um bebê universal?
DOI:
https://doi.org/10.22456/2236-3254.145463Resumo
Ao se direcionar a um público específico, que tradicionalmente não era considerado prioritário, o campo do teatro para bebês inaugura uma fonte de poética cênica. Tal poética é construída por diferentes linguagens artísticas, exercendo uma liberdade própria dentro do amplo universo do teatro performativo (Ferál, 2008), no qual as fronteiras entre teatro e performance são constantemente borradas, quando não apagadas. O que o teatro para bebês intenciona esteticamente é um novo “para com quem”, também visando despertar a percepção da sociedade em relação às capacidades dos bebês. Dessa forma, a potência criativa nesse âmbito das artes cênicas se dá a partir da ampliação e do aprofundamento da compreensão dos artistas em relação a esse público. Nessa direção, o artigo procura refletir sobre os conceitos de “bebê universal” e de “arte universal”. Os dois “conceitos aparentemente transparentes” (Gottlieb, 2012, p. 90) se comunicam entre si e podem constituir uma espécie de mentalidade a partir da qual se elaboram artes cênicas para bebês; isto é, o entendimento tácito de haver um conceito de bebê universal para o qual é pensada e feita uma arte também universal.
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