Pós-verdade e a crise do papel do espectador

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-3254.140785

Resumo

Se a figura do espectador surgiria com o advento do pensamento lógico e a invenção da representação – no teatro e, então, na política da antiga Grécia –, esse papel parece entrar em crise na passagem entre os séculos XX e XXI, em que fenômenos comunicativos sugerem desafiar os modos racionais de perceber e conceber o mundo. O que, recentemente, tem sido descrito como "pós-verdade" seria, nesse sentido, um dos sintomas-chave desse movimento crítico. Este artigo oferece uma reflexão sobre o surgimento e a evolução cultural do conceito de "espectador" articulando-o à noção de "verdade" e a seu percurso na história do Ocidente. O texto explora a hipótese de crise desse conceito, a qual decorreria de outra instabilidade, a dos próprios critérios de definição, na vida comum, entre as categorias de "verdadeiro" e "falso".

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Biografia do Autor

Eli Borges Júnior, Universidade Federal de Juiz de Fora – Juiz de Fora/MG, Brasil

Eli Borges Junior é pesquisador e professor de Estética e Cultura Digital na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Bacharel em Comunicação Social e em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Doutor e mestre em Ciências da Comunicação pela mesma instituição. Foi bolsista de mestrado e doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e aluno do Programme Recherches Doctorales Libres da EHESS de Paris, sob a supervisão de Georges Didi-Huberman. É pesquisador e vice-líder do Centro Internacional de Pesquisa Atopos USP/CNPq.

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Publicado

2024-06-27

Como Citar

Borges Júnior, E. (2024). Pós-verdade e a crise do papel do espectador. Cena, 42(2), 1–9. https://doi.org/10.22456/2236-3254.140785

Edição

Seção

Artigos