Burlas e baforadas: um ensaio sobre a genealogia do Burlesco.

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-3254.135472

Resumo

A genealogia do burlesco oferece uma perspectiva importante para compreender essa forma de expressão cênica. Uma das linhas de investigação escolhidas para traçar essa árvore é a análise da história da participação feminina no teatro, uma vez que as mulheres desempenham um papel predominante no burlesco, mas não no teatro em geral. Outro caminho explorado para delinear essa genealogia envolve uma análise crítica da etimologia da palavra burlesco e seus diferentes usos ao longo dos séculos, desde seu surgimento no século XVII, até suas aplicações nos séculos XIX e XX. A partir dessas duas abordagens, a autora explora o burlesco como a arte da burla, analisando-o sob um viés da estética. Há uma conexão entre a burla do corpo e a produção de erótica. Susan Sontag defende uma erótica da arte (dionisíaca) ao invés de produções que visem a racionalidade e a busca por lógicas fechadas e normativas (apolíneas). Na conclusão do ensaio, a autora descreve as complexas dinâmicas envolvidas na criação de um número burlesco na contemporaneidade brasileira, argumentando que o corpo burlesco desafia suas próprias convenções e interpretações, explorando novas e ousadas formas de existência. A burla do corpo é vista como uma força transformadora capaz de gerar novas paisagens existenciais e desafiar as normas de uma sociedade tradicionalmente dominada por padrões masculinos.

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Publicado

2024-01-22

Como Citar

B Conceição, G. (2024). Burlas e baforadas: um ensaio sobre a genealogia do Burlesco. Cena, 42(1), 01–10. https://doi.org/10.22456/2236-3254.135472