Memória e testemunho: do que e por que riem as presas torturadas pela ditadura militar no romance <i>O corpo interminável</i>, de Claudia Lage

Autores

  • Cleidson Frisso Braz Universidade Federal do Espirito Santo

DOI:

https://doi.org/10.22456/2236-6385.127859

Resumo

Discute-se, neste artigo, o romance O corpo interminável, de Cláudia Lage, através de uma análise dos elementos ficcionais produzidos pela autora para lançar luz sobre um momento obscurecido pela história oficial: a ditadura militar. Trata-se aqui da relação entre literatura de testemunho (SELIGMANN-SILVA, 2003; GAGNEBIN, 2006), memória (RICOEUR, 2007) e história (BENJAMIN, 1994), que pode ser notada na obra da autora. Adota-se como estratégia metodológica a análise crítica de literatura, destacando a presença do riso em muitas personagens como uma forma coercitiva para substituir a angústia (FREUD, 1926) e o sofrimento diante da tortura. Espera-se que a análise apresentada endosse a compreensão da literatura como um vetor na produção de uma memória ética sobre os oprimidos pelo regime de opressão.

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Publicado

2023-07-17

Como Citar

BRAZ, C. F. Memória e testemunho: do que e por que riem as presas torturadas pela ditadura militar no romance <i>O corpo interminável</i>, de Claudia Lage. Cadernos do IL, [S. l.], n. 64, p. 37–58, 2023. DOI: 10.22456/2236-6385.127859. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/cadernosdoil/article/view/127859. Acesso em: 21 fev. 2024.

Edição

Seção

Artigos de estudos literários