FAVELAS E REFAVELAS: O IMAGINÁRIO ESPACIAL-RACIAL DA FAVELA EM LIMA BARRETO E CONCEIÇÃO EVARISTO

Autores

  • Rob Lassche The Ohio State University

Resumo

Este estudo se ocupa da conjuntura espaço-raça, focalizando sua configuração como um imaginário através da literatura, tomando como casos os contos “O moleque” (Lima Barreto, 1920) e “Ana Davenga” (Conceição Evaristo, 1995). Em ambos os relatos, o espaço da favela assume protagonismo; embora se trate de momentos muito distintos na periferização brasileira, observa-se a persistência de uma marginalização repetida. Esta discussão revela que a história dos processos urbanos no Brasil se baseia em um constante ‘empurrar para fora’ dos sujeitos mais oprimidos, assim criando e recriando espaços que se associam com a negritude e a pobreza. Como reação a esses processos, as pessoas vão resgatando suas práticas ancestrais e reconfigurando a diferença a partir de uma diferença imposta. Os contos, por meio de seu ‘escrever da favela’, se estabelecem como intervenções fortes e violentas, trazendo certa heterogeneidade a um espaço que vive no imaginário nacional e internacional como associação homogênea com a violência, por sua vez atrelada à raça.


PALAVRAS-CHAVE: Lima Barreto; Conceição Evaristo; favela; raça; urbanização; Rio de Janeiro.

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Publicado

2026-04-14

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