WRITING, LUGAR DE FALA, AND IMAGINATIVE LISTENING IN CONTEMPORARY BRAZILIAN LITERATURE
Resumo
Resumo: Em discussões sobre a literatura, o termo lugar de fala é entendido e usado de maneiras diferentes, muitas vezes durante debates sobre que tipo de personagens e histórias um determinado escritor pode escrever realística e eticamente, dadas sua identidade e experiência de vida. Neste artigo, exploramos lugar de fala analisando textos curtos de quatro autores brasileiros: “Espiral” (2018), de Geovani Martins; uma série de poemas da coleção Só por hoje vou deixar meu cabelo em paz (2014), de Cristiane Sobral; “Glória” (2016), de Adriana Lisboa; e “Comer sushi em Beirute” (2014), de Luiz Ruffato. Apesar de usado muitas vezes de forma negativa para tentar limitar aquilo que um autor ou uma pessoa pode ou deve dizer, exploramos o conceito de lugar de fala de maneira expansiva e argumentamos que, talvez surpreendentemente, os quatro autores sob consideração enxergam a escrita como forma importante de escuta imaginativa.
Palavras-chave: Lugar de fala; Literatura brasileira contemporânea; Geovani Martins; Cristiane Sobral; Adriana Lisboa; Luiz Ruffato