Razão global/razão local/razão clandestina/razão migrante - reflexos sobre a cidadania e o migrante: relendo (sempre) e homenageando Milton Santos
Palavras-chave:
razão global, razão local, razão clandestina, razão migrante, Milton SantosResumo
Este texto revela um singelo esforço de retlexão para compreender a mobilidade dos homens na face da Terra, neste período da História. Trata-se de prosseguir num esforço teórico levado a cabo por alguns geógrafos e colegas de outras disciplinas, preocupados com a humanidade nesta contemporaneidade.
Mas como a Geografia hoje lida com a questão das migrações e do migrante? Como entender as migrações em contextos espaciais concretos? Qual o papel da mobilidade das pessoas nos lugares e entre os lugares (regiões)? Como distinguir funcionalidade e volume migratório? Há uma participação diferenciada dos lugares no processo migratório contemporâneo? Como enfrentar a questão migração e exclusão? Ou, a fluidez do espaço neste período técnico científico e informacional facilitam e propiciamas migrações? O reconhecimento da multiplicidade de formas e movimentos populacionais não significama integração de espaços globais? Existiria neste fim de século uma ilusão migratória?
Quando nos propomos a pensar sobre a questão da cidadania e do migrante, inúmeras são as questõesque se colocam. Trata-se, evidentemente, de um interessante e urgente desafio a ser enfrentadopelas ciências sociais e, em especial pela Geografia, que já se debruçou tanto sobre a questão das migrações! Aqui já aparece um duplo problema: da Geografia (?) e das migrações internacionais.
Na perspectiva de compreensão teórica desta abordagem, o conceito de migraçõesinternacionais necessita ser ajustado:
1. à compreensão atual do espaço geográfico, pois migrar é deslocar-se no espaço;
2. às características deste período histórico denominado técnico, científico e informacional, que revoluciona a idéia de espaço que dava suporte à migração: hoje o espaço se sobrepõe (simultaneidade valorizando os lugares) e não mais se justapõe (valorizando os deslocamentos);
3. às novas categorias propostas pela Geografia, bem como os novos conceitos.
Finalmente, é preciso ter um profundo conhecimento do mundo para compreendê-lo c não descrevê-lo, como nos tempos da Geografia Clássica.
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