Uso do sensoriamento remoto para avaliar de forma expedita alterações introduzidas nos habitats de espécies de campo com valor cinegético
Palavras-chave:
sensoriamento remoto, alterações, habitats, valor cinegéticoResumo
No Brasil, a fauna é propriedade do Estado e, atualmente, seu manejo vem sendo regulamentado pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal - IBDF.
Em relação à caça amadorista o I8DF, anualmente publica uma portaria - a Portaria de Caça - que determina, principalmente (1) as espécies e o número de indivíduos, por espécie, que podem ser abatidos; (2) os municípios e o período em que pode ser realizado o abate, e (3) quem pode caçar (BURGER-MARQUES,MENEGHETI, 1982).
No Rio Grande do Sul são duas as espécies de campo com valor cinegético: Nothura maculosa e Rinchotus rufescens (aves, Tinamidae).
Desde 1976, que uma equipe interdisciplinar de pesquisadores do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul - FZB estuda a fauna, com valor cinegético, do Rio Grande do Sul. Este estudo corresponde ao Projeto PRO-FAUNA, cujo suporte financeiro advém do Convênio entre a FZB e IBDF. Anualmente, a equipe apresenta relatório e aconselhamento que são utilizados pelo IBDF, quando da elaboração da Portaria de Caça. A partir de 1981, por força de portaria (Portaria Nacional de Caça 133/81-P) a equipe tornou-se responsável pelo assessoramento técnico-científico do IBDF no que se refere à Portaria Estadual de Caça.
O Projeto PRO-FAUNA abrange sub-projetas em linhas variadas de pesquisa. Alguns necessitam anos de observação, ao passo que outros exigem uma resposta imediata para que as Portarias de Caça possam ser fundamentadas em dados científicos. Entre estes últimos está o estudo, de forma expedita, dos habitats das espécies com valor cinegético, a fim de que possam ser detectados eventuais riscos resultantes da altpração ambiental e o IBDF possa se decidir pelo fechamento, ou não, de determinado município, à caça amadorista. Conforme LEE (1967), o aumento das áreas de cultivo pode ser responsável pela extinção de espécies nativas já que modificam, consideravelmente, os habitats. Entretanto sabe-se que nem todas as espécies nativas sofrem com a substituição do campo por lavouras. Principalmente, quando estas não são extensas, algumas espécies se beneficiam pelo aumento de alimento que lhes é oferecido pelas áreas de cultivo.
No presente trabalho, apresentamos uma metodologia simples para que de modo expedito e econômico possam ser avaliadas as condições do ambiente natural em decorrência da substituição das pastagens naturais pela agricultura comercial.
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