Lixo antártico: elementos para uma discussão

Authors

  • Rogério Madruga GANDRA Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Keywords:

Tratado antártico, lixo antártico, Programa Antártico Brasileiro, conflito ambiental

Abstract

O presente artigo tem por objetivo trazer à discussão um tema que não é corrente dentro da dialética ambiental brasileira: o lixo antártico. O lixo antártico assume maior importância a partir de 1991, com a ratificação do Protocolo ao Tratado da Antártida sobre Proteção ao Meio Ambiente, mais conhecido como Protocolo de Madri. A principal orientação do Protocolo de Madri é a retirada da área do Tratado (ao sul do paralelo 60º Sul) de todo o lixo produzido em função das atividades científicas. Todo o lixo deve retornar ao território nacional dos respectivos Estados signatários do Tratado Antártico.No caso específico do Brasil, que instituiu o seu Programa Antártico (PROANTAR) em 1982, o lixo antártico sempre teve livre acesso no território nacional. Em março de 2000, entretanto, o lixo antártico ficou retido no Porto do Rio Grande-RS pelos órgãos ambientais: sendo considerado lixo naval, deveria ser incinerado ou esterilizado. Após a polêmica, o lixo foi liberado. Esse incidente, trouxe inédita publicidade ao lixo antártico, que até então nunca havia sido discutido na mídia ou na sociedade. A partir desse incidente surgiu o interesse por tal objeto de estudo. Foi imperativo buscar respostas para questões como: Por que o Brasil traz esse lixo da Antártida? Qual é a natureza desse lixo? O quanto desse lixo chega no território nacional? O que ocorre quando o manejo desse lixo é confrontado com legislação ambiental brasileira? Esses questionamentos culminaram em uma dissertação de mestrado, cujos principais resultados são apresentados nesse artigo.

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Author Biography

Rogério Madruga GANDRA, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutorando em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Humana e Geopolítica das Regiões Polares, em especial Geopolítica Antártica. Linha de pesquisa: análise ambiental e territorial.