ZONAS DE SACRIFÍCIO NO CHILE: NEOLIBERALISMO, DEPENDÊNCIA E PRODUÇÃO DE DESIGUALDADES SOCIOAMBIENTAIS

Autores

  • Vitória Menezes Contessa UFSM

Resumo

https://doi.org/10.5281/zenodo.20765492

 

Este trabalho analisa a consolidação das zonas de sacrifício no Chile como expressão de um modelo de desenvolvimento marcado pela dependência histórica da América Latina e pela adoção de políticas neoliberais orientadas ao extrativismo. A partir de uma abordagem da Geografia Crítica, discute-se a origem e a ressignificação do conceito de zonas de sacrifício, articulando-o às dinâmicas de injustiça ambiental e desigualdade socioespacial. O estudo utiliza metodologia qualiquantitativa, combinando revisão bibliográfica, análise de dados secundários sobre emissões industriais e conflitos socioambientais, além de cartografias elaboradas em SIG. O enfoque empírico recai sobre os territórios de Quintero e Puchuncaví, marcados pela elevada concentração industrial, recorrentes episódios de contaminação e impactos sobre a saúde e os modos de vida das populações locais. Os resultados evidenciam que a persistência dessas zonas não é acidental, mas resultado da articulação entre políticas neoliberais, fragilidade institucional, licenciamento ambiental permissivo e captura regulatória. Conclui-se que o Estado atua de forma ativa na produção das desigualdades ao subordinar o planejamento territorial às dinâmicas do capital, legitimando a exposição diferenciada de determinados territórios e populações aos riscos ambientais.

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Publicado

2026-07-31

Edição

Seção

Artigos