CANTOS DE RESISTÊNCIA: O RACISMO AMBIENTAL NAS LETRAS DO MESTRE DE BUBUIA DA COMUNIDADE QUILOMBOLA INDÍGENA GIBIRIÉ DE SÃO LOURENÇO (BARCARENA – PA)

ENVIRONMENTAL RACISM IN THE LYRICS OF MESTRE DE BUBUIA FROM THE QUILOMBOLA-INDIGENOUS COMMUNITY GIBIRIÉ DE SÃO LOURENÇO (BARCARENA – PA)

Autores

  • Afonso Rodrigues da Silva Universidade Federal do Pará
  • Alan Nunes Araújo

Resumo

https://doi.org/10.5281/zenodo.20765067

 

O artigo analisa as letras do Mestre De Bubuia, liderança cultural da Comunidade Quilombola Indígena Gibirié de São Lourenço, em Barcarena (PA), como expressões de denúncia e resistência ao racismo ambiental. Suas composições revelam a relação entre território, identidade e memória coletiva, ao mesmo tempo em que denunciam os impactos da poluição dos rios, da degradação ambiental e da expropriação territorial provocados pela indústria minerária na região. A metodologia fundamenta-se em pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo de cinco canções: Carimbó da Revolta, Cupuaçu fruta boa do Pará, Ariramba, Bem-te-vi que canta no arame e Menino Ribeirinho. As letras foram coletadas por meio de gravações com o autor e de transcrições de registros disponíveis em seu canal no YouTube. O processo analítico envolveu três etapas – pré-análise, exploração do material e tratamento dos dados – das quais emergiram cinco categorias: denúncia dos problemas socioambientais; resistência cultural e defesa do território; simbolismo da fauna diante da poluição; crítica ao desmatamento e à violência territorial; e valorização da infância ribeirinha e do modo de vida tradicional. Conclui-se que essas músicas transcendem a cultura popular, constituindo registros políticos da luta comunitária, em que a arte atua como ferramenta pedagógica, identitária e de resistência.

 

Palavras-chave: Racismo ambiental; ACOQUIGSAL; Resistência, Território; Música popular.

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Publicado

2026-07-29

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Seção

Artigos