CANTOS DE RESISTENCIA: EL RACISMO AMBIENTAL EN LAS LETRAS DEL MAESTRO DE BUBUIA DE LA COMUNIDAD QUILOMBOLA-INDÍGENA GIBIRIÉ DE SÃO LOURENÇO (BARCARENA – PA)
EL RACISMO AMBIENTAL EN LAS LETRAS DEL MAESTRO DE BUBUIA DE LA COMUNIDAD QUILOMBOLA-INDÍGENA GIBIRIÉ DE SÃO LOURENÇO (BARCARENA – PA)
Resumen
RESUMEN
El artículo analiza las letras del Mestre De Bubuia, líder cultural de la Comunidad Quilombola-Indígena Gibirié de São Lourenço en Barcarena (PA), como expresiones de denuncia y resistencia al racismo ambiental. Sus composiciones revelan la relación entre territorio, identidad y memoria colectiva, al mismo tiempo que denuncian los impactos de la contaminación de los ríos, la degradación ambiental y la expropiación territorial provocados por la industria minera en la región. La metodología se basa en investigación bibliográfica y análisis de contenido de cinco canciones: Carimbó da Revolta, Cupuaçu fruta boa do Pará, Ariramba, Bem-te-vi que canta no arame y Menino Ribeirinho. Las letras fueron recopiladas mediante grabaciones con el autor y transcripciones de registros disponibles en su canal de YouTube. El proceso analítico involucró tres etapas: preanálisis, exploración del material y tratamiento de los datos, de las cuales emergieron cinco categorías: denuncia de los problemas socioambientales; resistencia cultural y defensa del territorio; simbolismo de la fauna frente a la contaminación; crítica a la deforestación y a la violencia territorial; y valoración de la infancia ribereña y del modo de vida tradicional. Se concluye que estas canciones trascienden la cultura popular, constituyendo registros políticos de la lucha comunitaria, en los que el arte actúa como herramienta pedagógica, identitaria y de resistencia.
Palabras clave: Racismo ambiental; ACOQUIGSAL; Resistencia; Territorio; Música popular.
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