O O USO DA TERRA COMO ESTRATÉGIA TERRITORIAL DAS EMPRESAS DE CELULOSE E PAPEL NO BRASIL

Autores

  • Marina Acosta Carvalho Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Rio Grande
  • Jefferson Rodrigues dos Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – Campus Rio Grande

Resumo

A demanda global por papéis para fins de escrita, higiene e embalagens, cresce no compasso da globalização e das transformações dos hábitos de consumo em todo o planeta. Sua matéria-prima, a celulose, é obtida através da extração vegetal de árvores como pinus e eucalipto. Esta commodity tem preços que, embora oscilem, são crescentes. A demanda foi durante décadas atendida por um modelo industrial baseado na exploração de florestas nativas de coníferas americanas e europeias, mas transformações institucionais na América do Norte e Europa tem pressionado o setor, que, como forma de ajuste, tem migrado para a silvicultura, resultando na formação de complexos agroindustriais que se organizam em países cujas condições edafoclimáticas e institucionais sejam favoráveis. Há, portanto, uma corrida rumo ao sul global, com seus países com águas, solos, radiação solar e terras abundantes e concentradas, dentre os quais destaca-se o Brasil. O presente trabalho analisa como a terra tem sido utilizada como estratégia concorrencial entre as corporações nacionais e estrangeiras do setor. Para tanto, confronta-se os avanços biotecnológicos que elevam a produtividade com o quantitativo e organização espacial das terras adquiridas. Como resultado, conclui-se que há um processo de uso da terra como estratégia econômica e territorial das empresas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2025-12-19

Edição

Seção

Artigos