TERRITORIALIZAÇÃO DO ESPAÇO PAMPEANO-PATAGÔNICO NA ARGENTINA (1870 - 1880): DA CAMPANHA DO DESERTO À LEI DE TERRITÓRIOS NACIONAIS.

Autores

Palavras-chave:

Fronteira, Argentina, Campanha do Deserto, Sociedades Indígenas, Pampa.

Resumo

A territorialização do Pampa e da Patagônia pelo Estado argentino, passou por processos de negociações e conflitos com os legítimos habitantes desses espaços: as populações indígenas. Esse processo ocorreu apenas no final do século XIX, quando o Estado teve condições políticas e materiais para enfrentar a soberania dessas sociedades, sobre os espaços que já eram considerados parte de seu território nacional, mesmo antes de sua ocupação efetiva. A partir da convivência e da disputa por espaços territoriais, construiu-se um “espaço de fronteira” entre as ocupações indígenas e os povoamentos argentinos. Serão discutidos os processos de interação e convívio transcultural nessa fronteira, bem como, sua transformação a uma fronteira militar, com o claro objetivo de enfrentamento as sociedades indígenas, juntamente com a pretensão de convertê-los a cidadãos para transformar seus espaços em territórios nacionais. A forma de inserção desses novos espaços pelo Estado, configurou uma lei de Territórios Nacionais, que carregava em sua essência, os preconceitos raciais e culturais aos grupos étnicos, tão recorrentes ao século XIX.

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Biografia do Autor

Ana Carollina Gutierrez Pompeu, Universidade de São Paulo

Doutora em História pela Universidade de Brasília, pós-doutoranda em História pela Universidade de São Paulo.

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Publicado

2020-12-17

Edição

Seção

Fronteiras: objetos espaciais da diferença e da identidade