Indução de megaesôfago em ratos
Palavras-chave:
Acalasia esofágica, Procedimentos cirúrgicos operatórios, Ratos Wistar, Complicações pós-operatóriasResumo
Visando o desenvolvimento de um modelo experimental para o estudo do megaesôfago e suas complicações, aperfeiçoamos uma técnica cirúrgica para sua indução em ratos. A técnica consiste em criar uma estenose parcial no esôfago distal, através da colocação de um anel metálico de 2,8mm de diâmetro envolvendo a junção esôfagogástrica. Após um período máximo de 21 dias, os animais foram submetidos à necropsia e mensuração da circunferência do esófago no terço médio. Os resultados demonstraram a eficácia da técnica em aumentar a circunferência do esófago (grupo operado: 9,8 ± 1,45mm; controles 6,4 ± 0,54mm; pa = 0,0013). Foi investigada a causa mortis dos animais que não sobreviveram ao período máximo estipulado. A média de sobrevida foi limitada (7,1 ±2 dias), permitindo o estudo das complicações agudas do megaesôfago, como a congestão pulmonar e a pneumonia de aspiração. Contudo a técnica necessita de ajustes que permitam o estudo das complicações crônicas do megaesôfago.