Estudo comparativo entre pacientes em pós-operatório de ressecção de parênquima pulmonar quanto à realização de terapia fisiátrica respiratória

Autores

  • Everton Figueiredo O. Cezar Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Maria Rosa Ciuffo Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marcos Bastiani Pasa Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Antônio Cardoso dos Santos Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Palavras-chave:

Cirurgia torácica, Medicina física e reabilitação, Complicações pós-operatórias, Pulmão

Resumo

A cirurgia torácica com ressecção de parênquima pulmonar e os pacientes que dela necessitam têm características que fazem com que, dentre as complicações pós-operatórias, as respiratórias sejam as mais frequentes. Uma vez que os métodos de terapêutica fisiátrica têm atuação no tratamento de patologias frequentemente envolvidas em complicações respiratórias em pós-operatório, delineou-se um estudo retrospectivo de caso controle quanto à realização de terapêutica fisiátrica e o perfil do paciente submetido a este tratamento no que tange a indicação, aparecimento de complicações e o benefício do tratamento fisiátrico na evolução do paciente. Com uma amostra de 85 pacientes submetidos à cirurgia torácica com ressecção pulmonar, obteve-se como resultados: 57,7% de pacientes com câncer de pulmão, 91,8% com alguma patologia associada, 57,6% com alguma complicação respiratória, dos quais 38,7% decorrentes de atelectasia. A média do tempo de internação hospitalar foi de 11,8±8,03 dias e 65,7% dos pacientes submetidos a tratamento fisiátrico tinham índice ASA III. A frequência de atelectasia foi de 14,6% e 29,5%, respectivamente entre os pacientes que realizaram tratamento fisiátrico e os que não o fizeram. Não houve diferenças estatisticamente significativas quanto a patologia principal, patologias associadas e complicações respiratórias em geral.

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Biografia do Autor

Everton Figueiredo O. Cezar, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutorando do Curso de Medicina da UFRGS

Maria Rosa Ciuffo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda do Curso de Medicina da UFRGS

Marcos Bastiani Pasa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutorando do Curso de Medicina da UFRGS

Antônio Cardoso dos Santos, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Professor da disciplina de Reabilitação Médica, do Departamento de Cirurgia da FAMED - UFRGS

Chefe do Serviço de Fisiatria do HCPA

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Publicado

27-10-2026

Edição

Seção

Artigos