Estudo comparativo entre pacientes em pós-operatório de ressecção de parênquima pulmonar quanto à realização de terapia fisiátrica respiratória
Palavras-chave:
Cirurgia torácica, Medicina física e reabilitação, Complicações pós-operatórias, PulmãoResumo
A cirurgia torácica com ressecção de parênquima pulmonar e os pacientes que dela necessitam têm características que fazem com que, dentre as complicações pós-operatórias, as respiratórias sejam as mais frequentes. Uma vez que os métodos de terapêutica fisiátrica têm atuação no tratamento de patologias frequentemente envolvidas em complicações respiratórias em pós-operatório, delineou-se um estudo retrospectivo de caso controle quanto à realização de terapêutica fisiátrica e o perfil do paciente submetido a este tratamento no que tange a indicação, aparecimento de complicações e o benefício do tratamento fisiátrico na evolução do paciente. Com uma amostra de 85 pacientes submetidos à cirurgia torácica com ressecção pulmonar, obteve-se como resultados: 57,7% de pacientes com câncer de pulmão, 91,8% com alguma patologia associada, 57,6% com alguma complicação respiratória, dos quais 38,7% decorrentes de atelectasia. A média do tempo de internação hospitalar foi de 11,8±8,03 dias e 65,7% dos pacientes submetidos a tratamento fisiátrico tinham índice ASA III. A frequência de atelectasia foi de 14,6% e 29,5%, respectivamente entre os pacientes que realizaram tratamento fisiátrico e os que não o fizeram. Não houve diferenças estatisticamente significativas quanto a patologia principal, patologias associadas e complicações respiratórias em geral.