Eletroencefalografia

Autores

  • Frederico A. D. Kliemann Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre e Instituto do Neurocirurgia de Porto Alegre

Palavras-chave:

Eletroencefalografia, Neoplasias encefálicas, Epilepsia, Criança

Resumo

O autor apresenta algumas noções breves de fisiologia das atividades elétricas cerebrais; descreve o EEG de vigília do adulto e dá algumas noções gerais sobre o amadurecimento dos ritmos cerebrais na criança. São descritas, sucintamente, as alterações eletrencefalográficas observadas nas doenças cerebrais, principalmente nos tumores cerebrais e nas epilepsias. Algumas observações são destacadas:

1 — A utilidade do EEG no diagnóstico precoce de tumor cerebral, frequentemente, não tem sido bem apreciada, possivelmente, em face da complexidade das técnicas EEG de localização e afirmação de presença de lesão incipiente. Evidentemente, o EEG é exame de despistamento inicial neste sentido e deve ser complementado com exames mais complexos neurorradiológicos e cintilográficos.

2 — A difusão do conceito, errôneo, da existência de “disritmias cerebrais” como entidades clínicas, tratáveis com medicação “anti-disrítmica” tem sido responsável, frequentemente, pelo não esclarecimento de causa destas alterações EEG e pela perda de fases curáveis de moléstias evolutivas.

3 — Por outro lado, a supervalorização de alterações pouco definidas no EEG, principalmente em crianças com distúrbios neuróticos e problemas de conduta, leva, por vezes, estes pacientes a tratamentos clínicos desnecessários e ineficazes e retarda a correção ambiental ou psicoterapêutica destas situações.

4 — A significação dos achados EEG pelo clínico geral sempre deverá ser apreciada à luz dos dados objetivos do exame clínico e neurológico e dos outros exames laboratoriais etc. Por vezes, a verificação de alterações definidas no EEG permite afirmar, em pacientes com sintomatologia vaga e sem alterações ao exame neurológico, a presença de doença cerebral orgânica e indicará a necessidade de prosseguir investigação em busca de diagnóstico preciso.

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Biografia do Autor

Frederico A. D. Kliemann, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre e Instituto do Neurocirurgia de Porto Alegre

Auxiliar de ensino da disciplina de Neurologia da Faculdade do Medicina da UFRGS

Auxiliar de ensino da disciplina do Neurologia da Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre

Professor responsável polo Serviço de Elotroencefalografia da Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre

Assistente do Instituto do Neurocirurgia de Porto Alegre

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Publicado

18-09-2026

Edição

Seção

Artigos