Ensino médico e reforma universitária

Autores

  • Eduardo Z. Faraco Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

Faculdades de Medicina

Resumo

Partindo da aceitação do fato de que o conhecimento situa-se no centro dos acontecimentos de nosso tempo, somos levados a aceitar uma visão integrada, que afasta as atuais linhas divisórias entre as “áreas de estudo” e o conhecimento, adotando “áreas de eficiência”, que passarão a definir e organizar os trabalhos das universidades. Situado assim, o conhecimento acresce uma terceira função às tradicionais tarefas da Universidade: a prestação de “serviços comunitários”. A Reforma Universitária, na qual inclui-se a do Ensino Médico, cresce sobre estes fundamentos básicos. Organismo particularmente conservador, a Universidade tem sua reforma, no Brasil, estabelecida pela lei, e tende a uma concepção que, a um tempo, resguarde a liberdade de criação em seus núcleos e os leve também a um trabalho integrado, coordenado ou interdisciplinar, que proporcione à comunidade opções, em termos de potência técnica. O ensino médico, em sua reforma, considera tais diretrizes, e para tanto visará à formação de elementos capacitados não só a tratar de pacientes individual e sequencialmente, como a assumir a responsabilidade pela saúde de uma parcela definida da população. Não só o estudante será levado a encarar a saúde como um todo, através da ação interdepartamental ou interinstitucional, como faz-se urgente uma revisão curricular, com a inclusão de disciplinas não-biológicas, que contribuam substancialmente para a ciência e prática médicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Eduardo Z. Faraco, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professor titular do Departamento de Medicina Interna da Faculdade de Medicina

Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Downloads

Publicado

18-09-2026

Edição

Seção

Artigos