Ensino médico e reforma universitária
Palavras-chave:
Faculdades de MedicinaResumo
Partindo da aceitação do fato de que o conhecimento situa-se no centro dos acontecimentos de nosso tempo, somos levados a aceitar uma visão integrada, que afasta as atuais linhas divisórias entre as “áreas de estudo” e o conhecimento, adotando “áreas de eficiência”, que passarão a definir e organizar os trabalhos das universidades. Situado assim, o conhecimento acresce uma terceira função às tradicionais tarefas da Universidade: a prestação de “serviços comunitários”. A Reforma Universitária, na qual inclui-se a do Ensino Médico, cresce sobre estes fundamentos básicos. Organismo particularmente conservador, a Universidade tem sua reforma, no Brasil, estabelecida pela lei, e tende a uma concepção que, a um tempo, resguarde a liberdade de criação em seus núcleos e os leve também a um trabalho integrado, coordenado ou interdisciplinar, que proporcione à comunidade opções, em termos de potência técnica. O ensino médico, em sua reforma, considera tais diretrizes, e para tanto visará à formação de elementos capacitados não só a tratar de pacientes individual e sequencialmente, como a assumir a responsabilidade pela saúde de uma parcela definida da população. Não só o estudante será levado a encarar a saúde como um todo, através da ação interdepartamental ou interinstitucional, como faz-se urgente uma revisão curricular, com a inclusão de disciplinas não-biológicas, que contribuam substancialmente para a ciência e prática médicas.