Pesquisas sôbre enxêrtos de sistema nervoso central (no cão): 2º) Observações histológicas sôbre a regeneração de fibras através enxêrtos na medula espinal dorso-lombar

Autores

  • P. Contu
  • M. Krimberg
  • T. Saadi

Palavras-chave:

Sistema nervoso central, Medula espinal, Aloenxertos, Cães

Resumo

Trabalho realizado no Departamento de Neuroanatomia com auxílio da Fundação Rockefeller.

Os autores estudaram no cão a regeneração de fibras nervosas ascendentes e descendentes através de enxertos de medula espinal dorso-lombar, usando os métodos de Rio-Hortega modificado, de Bielchowsky-Gross modificado, de Bodian modificado, de Lison-Dagnelie, de Cajal-De Castro, da Hematoxilina férrica, de Nissl e de Mallory.

As fibras descendentes regeneram, passando pela ponte conectival do coto proximal e, penetrando na área enxertada, dividem-se sucessivamente em feixes menores, seguindo também em grupos de fibras isoladas, tortuosas na região central do enxerto.

Fibras sensitivas regeneram nos gânglios espinais e, através da raiz, penetram na escara conjuntiva da área do enxerto, organizando-se em feixes ascendentes; a regeneração é ativa também no cordão posterior da medula.

As bainhas mielínicas aparecem reconstituídas em alguns grupos de fibras regeneradas mas, em geral, são descontínuas e acompanhadas por células neurogliais em posição perimielínica.

Na área do enxerto as células nervosas estão totalmente degeneradas e encontra-se grande quantidade de bolas de mielina e de células de neuroglia em intensa proliferação.

Nas áreas acima e abaixo do enxerto, as células dos cornos medulares aparecem em geral bem conservadas, sendo raras as células em completa degeneração, enquanto as arquiteturas gliais da substância branca e cinzenta parecem normais, pouco evidenciáveis, em alguns trechos, pela presença da mielina.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2026-08-27

Edição

Seção

Artigos