A fotografia como paradoxo da superfície
Resumo
Este texto propõe uma análise filosófica de alguns aspectos da linguagem fotográfica, opondo a leitura realizada por Rouillé em La photographie à filosofia de Gilles Deleuze em A lógica do Sentido. Ao justapor elementos da filosofia deleuziana à fotografia, os procedimentos artísticos envolvidos na sua construção e apresentação são lidos como estratos filosóficos: A oposição entre profundidade e superfície, e as relações de sentido que esta implica; A construção de paradoxos por excesso de sentidos; a oposição entre modelo e cópia e entre verdadeiro e falso; a inversão entre causa e efeito, a perda da identidade. Neste percurso de reflexão, chega-se à concepção de superfície como pensamento e este é compreendido sob a problemática do paradoxo.Downloads
Não há dados estatísticos.
Downloads
Publicado
2012-07-10
Edição
Seção
Artigos
Licença
Os autores de trabalhos submetidos à Revista-Valise autorizam sua publicação em meio físico e eletrônico, unicamente para fins acadêmicos, podendo ser reproduzidos desde que citada a fonte. Os mesmos, atestam sua orignalidade, autoria e ineditismo.