A fotografia como paradoxo da superfície

Autores

  • Ruth Sousa Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Resumo

Este texto propõe uma análise filosófica de alguns aspectos da linguagem fotográfica, opondo a leitura realizada por Rouillé em La photographie à filosofia de Gilles Deleuze em A lógica do Sentido. Ao justapor elementos da filosofia deleuziana à fotografia, os procedimentos artísticos envolvidos na sua construção e apresentação são lidos como estratos filosóficos: A oposição entre profundidade e superfície, e as relações de sentido que esta implica; A construção de paradoxos por excesso de sentidos; a oposição entre modelo e cópia e entre verdadeiro e falso; a inversão entre causa e efeito, a perda da identidade. Neste percurso de reflexão, chega-se à concepção de superfície como pensamento e este é compreendido sob a problemática do paradoxo.

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Biografia do Autor

Ruth Sousa, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda em Poéticas Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul -UFRGS. Mestre em Artes Visuais pela mesma instituição (2008). Bacharel em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília- UNB (2005). Professora efetiva na URCA (Universidade Federal do Cariri). Coordenadora do curso de licenciatura em artes visuais da URCA. Lider do grupo de pesquisa “fotografia ficcional: experimentações na arte contemporânea”.

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Publicado

2012-07-10

Edição

Seção

Artigos