Horror vacui

crítica institucional e suspensão (temporal) do sistema internacional da arte: uma conversa com Ivo Mesquita sobre a 28ª Bienal de São Paulo

Autores

Resumo

Esta entrevista com Ivo Mesquita, co-curador da 28ª Bienal de São Paulo, reflete sobre a crítica artística latino-americana, parte de práticas curatoriais que visam ao diálogo social, tendo por objetivo desarticular a autopercepção complacente das instituições culturais brasileiras, evidenciar discursos internacionalistas de transnacionalização do sistema de exibição de arte contemporânea, bem como tratar das estratégias críticas e proposições políticas que formam base da proposta exposição daquela edição da bienal. 

Palavras-chave: 28ª Bienal de São Paulo. Crítica institucional. Práticas curatoriais. Horror vacui. Arquivo.

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Biografia do Autor

Joaquín Barriendos, Instituto Tecnológico de Monterrey

Doutor pela Universitat de Barcelona. Atualmente é pesquisador de Arquitetura, Arte e Design do Instituto Tecnológico de Monterrey, no México. Foi pesquisador associado do Instituto de Investigaciones Estéticas da UNAM, México. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Teoria da Arte.

Vinicius Spricigo, Universidade de São Paulo

Doutor pela Universidade de São Paulo e pós-doutor pela Universidade Católica de São Paulo. Sua pesquisa se concentra no estudo de exposições, publicando extensivamente sobre a Bienal de São Paulo e outras exposições periódicas de arte contemporânea. Mais recentemente, foi bolsista visitante (FAPESP) no Research Centre for Transnational Art Identity and Nation na University of the Arts London (2019) e parceiro do Projeto Art and Power financiado pela iniciativa Connecting Art Histories da Getty Foundation (2022-2024). 

Ivo Mesquita

Curador, crítico de arte e escritor. Mestre pela Universidade de São Paulo, é bacharel em História da Arte e em Jornalismo. Foi curador-chefe da Fundação Bienal de São Paulo (1999-2000) e diretor artístico na 28ª edição de 2008. Foi também diretor técnico do Museu de Arte Moderna de São Paulo (2000-2002), diretor artístico da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Por onze anos foi professor visitante no Bard College de Nova York, como parte do programa de formação de curadores.

Amanda Patron, PPGAV-UFRGS

Doutoranda em História, Teoria e Crítica de Arte no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em Artes Visuais (2023) e Bacharel em História da Arte (2019) pela mesma instituição. Membro do grupo de pesquisa Os apagamentos da memória na Arte. Integra a equipe editorial da Revista-Valise (PPGAV-UFRGS). Pesquisa sobre práticas artísticas contemporâneas, ficções especulativas e políticas de construção, fragmentação e reconstrução de memórias.

Fercho Marquéz-Elul, PPGAV-UFRGS

Artista visual, escritor e editor. Doutorando pelo PPGAV/UFRGS, com bolsa de estudos CNPq, com instância doutoral Sanduíche PRINT/CAPES na Universitat de Barcelona. É mestre em Artes Visuais PPGAV/UFRGS e licenciado em Artes Visuais pela UEL. Edita a Revista-Valise do PPGAV-UFRGS, a Editora Huracay e é organizador do projeto Lapidários: uma sessão expositiva e reprodutiva das pedras. Empreende através de  objetos, texto e palavra, questões sobre processos artísticos, deslocamentos e escrita.

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Publicado

2025-06-30

Edição

Seção

Dossiê