A iniciação na arte de Ayrson Heráclito

entre o rito e a cosmopercepção

Autores

Resumo

As obras de Ayrson Heráclito convidam a um rito de passagem que explora a arte como campo sensível de cura e transformação. Ao utilizar conhecimentos afro-religiosos pré-coloniais, conduz rituais com objetos de encanto, transes poéticos e cosmopercepção. Discute-se os processos que viabilizam essa experiência ao entender Heráclito, artista-sacerdote, como inflexão na história que muito leu e expôs objetos afro-religiosos sob as lentes do exotismo, fetichização e descontextualização museológica.

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Biografia do Autor

Rafaela Maria Martins da Silva, Universidade do Estado de Santa Catarina

Doutoranda em Artes Visuais pelo PPGAV-UDESC, bolsista do programa Uniedu desde 2021, e mestre em Teoria e História das Artes Visuais pela mesma instituição (2019). Atua como arte-educadora desde 2014, com experiência nas redes estaduais de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Desenvolve trabalhos em curadoria, mediação cultural e projetos educativos para museus e galerias. Pesquisa e publica sobre história da arte e seus desdobramentos.

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Publicado

2025-06-30

Edição

Seção

Dossiê